quinta-feira, 15 de março de 2012

Série Delta - Etapa Quênia 2012 - Campinas. E assim comecei a correr.

A idéia de mais um blog veio da vontade de descrever como eu acabei entrando para esse mundo tão divertido e fascinante que é o mundo da corrida de rua.

A minha primeira corrida aconteceu recentemente em Campinas, mais precisamente no dia 27/11/2011 na 3a. Etapa da Série Delta (Etapa Quênia) de corridas de rua.

Não sei dizer como essa idéia surgiu, só me lembro de escutar a Raquelzinha do curso de gastronomia comentar que seus pais participavam de corridas por todo o Brasil e isso acabou me interessando mas de uma forma ainda muito silenciosa e sutil. Fiquei com essa idéia na cabeça até que vi que as inscrições para a Etapa Quênia estavam abertas.

Em agosto do ano passado me inscrevi numa academia de musculação e vi que estava dando resultado, perdi alguns quilos, ganhei músculos, mas percebi que a gordura abdominal mantinha-se intacta ou pouco reduzida. Conversando com pessoas ligadas às corridas, todas me disseram que corridas são ótimas para se perder barriga. Então, mais uma vez, um clique acendeu-se na minha cabeça.

Fiz minha inscrição mas ainda não sabia como as coisas funcionavam, e ainda não sei muito. No dia anterior à corrida fui com a Renata à Loja Decathlon do Shopping Dom Pedro de Campinas retirar o kit de corrida. Logo cedo estávamos na loja e uma pequena fila se formava. Ali já comecei a sentir o burburinho da corrida, uma coisa meio difícil de explicar mas que é contagiante. Ficamos mais ou menos uns 15 minutos esperando para sermos atendidos e pegamos o kit.

Veio a diversão de abrir o kit ali mesmo para saber o que ele continha.

No outro dia, bem cedo, acordei e fui para o Parque Taquaral de Campinas onde iria acontecer a corrida, com a Renata, Vlad e Bart. Como podem ver não houve nenhuma preparação, nenhum treino específico, nenhuma planilha elaborada de treino, enfim, só a vontade de participar da corrida e a única preparação que eu tinha até o momento foram as pequenas caminhadas e tiros que eu fazia na esteira durante os meus treinos de musculação, esses sim firmes desde agosto de 2011.

Logo que cheguei ao local fui observando o que os outros faziam. Sabe quando vamos a um jantar elaborado, cheio de talheres e pratos, em que ficamos observando o que as outras pessoas fazem para fazermos igual e não cometermos gafes? Pois é, a minha primeira corrida foi mais ou menos assim. Como não conhecia o mundo das corridas de rua, nada sabia sobre número de peito e como devia ser pregado à roupa, chip de corrida, tênis adequados para o esporte, aquecimentos e alongamentos antes e pós corrida, enfim, era um peixe fora d'água.



Logo me encaminhei para o local da largada.



O tempo passou muito rapidamente e quando vi a largada tinha sido dada. Saí num pelotão intermediário, seguindo os passos dos outros, tentando não tropeçar em ninguém e também não cair pois no início os passos são bem apertados e há um certo tumulto, principalmente das pessoas que querem fazer bons tempos e saem atropelando.

A corrida foi acontecendo mas logo no primeiro quilômetro já estava cansado (é claro, sem preparação nenhuma). Como não sei ainda dosar a velocidade para não "quebrar" no meio da corrida, acho que acabei exagerando no começo, mas fui me adaptando, diminui um pouco a passada e a velocidade e acabei encontrando um ritmo adequado para a minha condição de corredor novato. A corrida se desenrolou sem muitos problemas e quando eu vi só faltava um quilômetro para a chegada.

Quase na chegada havia uma subida, muito leve, mas que para mim parecia uma escalada vertical, os músculos da panturrilha começaram a arder, e eu diminui o passo. Logo depois vi a entrada para a chegada. Nesse momento fiquei muito feliz por ter escolhido começar com 5 km e não 10 km, pois os corredores de 10 km teriam que fazer outra volta inteira no Taquaral e se eu precisasse correr mais 10 metros depois dos 5 km a que eu me propus acho que morreria ali mesmo. Tenho 42 anos, não fiz nenhum planejamento e nenhum treinamento. Nessa hora o coração já não batia mais no peito, batia nos olhos se é que vc me entende. Sentia cada ml de sangue chegando à cabeça, ao cérebro, enfim, só não vi Jesus poque ainda não era hora (rs).

Cruzei a linha de chegada e não sei descrever a sensação, um misto de alívio com alegria.


Acho que o nível de endorfinas aumentou bastante pois fiquei bastante eufórico depois do final da corrida. Fui para casa e um pouco mais tarde já tinha no meu facebook a minha classificação na corrida, que foi o centésimo nono lugar geral e décimo na minha faixa etária dos 40 aos 44 anos, com o tempo de 26 minutos e 9 segundos e pace médio de 5,21 minutos/km.








Nenhum comentário:

Postar um comentário