domingo, 22 de abril de 2012

Corrida Mais Vida 3M Boldrini


No domingo passado, dia 15 de abril foi realizada em Campinas a Corrida Mais Vida 3M Boldrini 2012. Como era uma corrida com o lucro sendo repassado para o Boldrini, a vontade de participar era ainda maior, pelo aspecto beneficente da mesma. A minha expectativa era grande uma vez que venho sentindo dores nas pernas e não sabia exatamente como meu corpo iria reagir a mais uma corrida.

No sábado anterior à corrida fui à sede da Amil, na Moraes Salles, buscar o meu kit de corredor. A entrega foi realizada normalmente sem grandes problemas. Fui direto de São Paulo, e aproveitei para dar umas voltas com o Bart pelo bairro, o que ele adorou. O kit era bem legal, com uma camiseta azul bacana, o número de peito, o chip de cronometragem descartável, duas esponjas para banho 3M e uma esponja de cozinha Scotch-Brite, além de propagandas da construtora Rossi. Acho justo que os patrocinadores da corrida façam uso do seu investimento e divulguem seus produtos. Fiquei com o número 6246. Dessa vez tratei de colocar o número de peito na camiseta já no dia anterior, utilizando os alfinetes que vieram junto com o kit, para evitar aborrecimentos e não perder tempo no dia da prova. Também coloquei o chip de cronometragem no tênis do pé direito. Pode parecer bobagem, mas a gente sempre perde um tempinho para fazer essas coisas e eu queria aproveitar melhor o tempo da concentração para prestar atenção nas coisas que realmente importavam, como notícias e alertas sobre a prova.


A concentração estava muito animada, como toda corrida. É difícil de explicar a energia que rola antes da largada. Só sei que é contagiante. Dessa vez me preocupei em fazer um aquecimento demorado, um alongamento dos músculos que vem doendo na minha perna, tomei um bom café uma hora e meia antes da corrida e fui ao banheiro antes de sair de casa para não sentir vontade durante a corrida.


Amarrei muito bem o cadarço do tênis para evitar que eles desamarrassem como nas duas últimas corridas que eu participei. Quando o cadarço desamarra durante a corrida, isso gera uma irritação que poderia ser evitada, além de atrasar a sua corrida e atrapalhar o seu ritmo. Existem cadarços elásticos próprios para corrida, mas não sou muito fã desses cadarços não, além de não serem bonitos, a gente tem que tirá-los logo depois do término da corrida.


Dessa vez avistei o Vanderlei Cordeiro tirando fotos com alguns competidores. Achei-o bastante simpático e acessível ao público em geral. Só não fui lá pedir uma foto também por que sou tímido e de pouca conversa. Se estivesse com alguém me acompanhando na prova teria ido lá com certeza.


Outra coisa que achei bastante interessante foi a entrega do kit sendo feita no dia da prova, para os corredores de outras cidades e que só vieram para o dia da prova. Essa é uma atitude muito legal e, com certeza, mostra a preocupação da organização em promover uma corrida acessível a todos. 



Perto das 8 horas da manhã a concentração de corredores na largada já era grande. A primeira largada a ser dada foi a dos 10 K. Eu corri 6 K mas fiquei por ali perto esperando a minha vez de largar. Percebi que muitos corredores de 6 K sairam na largada dos 10 K mas não sei se a corrida deles foi invalidada.



Quando foi dada a largada dos 6 K eu saí no meu pique, sem forçar demais. O clima estava bastante agradável, o sol estava encoberto por nuvens e a temperatura ótima para a corrida. Percebi de imediato que o meu rendimento estava bom, não sentia dores nas pernas, e acreditei que meu problema estava resolvido. Corri os dois primeiros quilômetros em 09:56 minutos, o que é muito bom, abaixo de todas as corridas que eu já tinha feito. Peguei uma água no primeiro abastecimento mas não consegui tomar. Aliás, isso é algo que preciso aprender urgentemente - tomar água enquanto corro. Ainda não consegui, em nenhuma das corridas, me engasgo totalmente, então até desisti. 

Como se vê no aplicativo do celular, a partir do terceiro quilômetro a velocidade começou a cair.



Não sei dizer ao certo o que aconteceu, mas "quebrei" no terceiro quilômetro. As dores apareceram bem fortes, principalmente nos joelhos e parte posterior da canela direita, e tive que andar uns segundos para ver se passava. A frustração foi grande, sou muito competitivo e queria bater meu recorde. Nessa altura já vi que seria a minha pior corrida. O percurso da corrida é bastante plano com pouquíssimos trechos mais duros e inclinados, o que realmente faz piorar as minhas dores.


Resumindo, nos últimos 3 quilômetros fui me arrastando na pista, alternando com alguns segundos de corrida, só para não chegar muito mal na prova. Cheguei em 125o lugar, 120o entre os homens, com tempo líquido de 33:42 minutos e pace de 5:37 minutos.


Na chegada ganhamos uma bonita medalha, maçã, banana e água.


E o resumo da prova visto pelo aplicativo do meu smartphone é esse abaixo. Demorei um pouco para desligá-lo por isso ele mostra um tempo um pouco maior que o cronometrado oficialmente. Agora é esperar pela próxima corrida.



quarta-feira, 21 de março de 2012

Fisioterapia...

Amanhã tenho consulta marcada com um fisioterapeuta daqui da universidade onde dou aula para investigar a causa das dores que venho sentindo nas pernas. A sensação é de pernas cansadas, mas com dores mais localizadas na base da panturrilha (acima do tendão de Aquiles) e também no joelho, dos lados e abaixo da patela.


Acho (melhor, tenho certeza) que não fiz a transição da esteira para a rua de forma correta e gradativa. Os músculos e articulações sofreram com a exposição e trabalho excessivos e agora o corpo pede ajuda.
Já diminui a intensidade dos treinos musculares na academia até ter uma posição do que está acontecendo.

domingo, 18 de março de 2012

Track and Field Night Run 2012 - Campinas

A corrida Track and Field Night Run - Shopping Iguatemi Campinas foi talvez, das 3 corridas que eu participei, a mais confusa, e isso se deve à logística do local. Primeiro que o trânsito para chegar ao shopping estava caótico, a sorte foi que eu cheguei um pouco mais cedo e não tivemos que enfrentar ruas bloqueadas, elas só foram bloqueadas quando eu já estava no shopping.



Fui com amigos que me deixaram próximo à entrada do shopping, e chegar a pé foi muito complicado, não tinha lugar para entrar se não estivesse entrando com o carro no estacionamento. Tive que descer uns morros próximo à entrada do shopping, passar pelo meio dos carros que chegavam, enfim, um sufoco, mas no final deu tudo certo.

A retirada do chip foi realizada no estacionamento coberto do shopping. Devia ter chegado um pouco mais cedo pois uma banda estava tocando e era muito boa, se chamava Frank Elvis & Los Sinatras. Tocaram de tudo, Amy Winehouse, Adele, B52's, etc. Muito boa mesmo e deu uma energia para começar a correr.


A concentração foi feita também no estacionamento e antes da corrida teve até um aquecimento legal orientado por uma educadora física. Aproveitei para me aquecer bem pois ainda tinha dores nas pernas da última corrida que eu tinha participado.




Nessa corrida estreei meu tênis novo, o Asics Noosa Tri 6. É um tênis muito bom, leve e bem macio e com bom amortecimento. As cores são bem chamativas, o que pra correr a noite é ideal. Ele chegou do correio no dia anterior e eu já o tinha usado o dia inteiro para dar uma amaciada antes de correr.


Achei o trajeto da corrida bastante difícil. A saída foi numa subida íngreme e minhas panturrilhas ainda doíam muito então larguei bem devagar. Deixei o povo me ultrapassar para não comprometer meus músculos. Quando já estava mais aquecido resolvi apertar o passo. Saímos então na avenida principal que leva ao shopping e aí senti que pudesse acontecer um acidente pois só tínhamos uma ou duas faixas da rua para correr e como era logo no início da corrida, as pessoas ainda corriam em blocos grandes, sem dispersão. A qualquer momento alguém poderia cair e ser pisado.

Depois vieram uma subida e uma descida, uma após a outra. Esses desníveis foram bastante difíceis de enfrentar, até que cheguei no meio da corrida. Ah, já ia me esquecendo, meu tênis desamarrou nos 500 metros iniciais da corrida. Fiquei com muita raiva, mas quem manda não dar nó direito? Amarrei o cadarço e continuei a minha prova.

No quarto quilômetro de prova descíamos uma faixa estreita com carros e ônibus descendo ao lado, muito perto mesmo. Poderia acontecer uma tragédia, o que felizmente não aconteceu.

Já no quilômetro final eu estava bastante cansado, não via a hora de terminar o percurso, então apertei a passada e desembestei para melhorar meu tempo. Na chegada, que era praticamente numa ribanceira, tive que descer travando o tênis no asfalto, segurando todo o corpo no joelho. Senti muita dificuldade em chegar nessa descida, fiquei com medo de contusão, mas consegui finalizar a prova.

Conforme mostra o gráfico abaixo, cheguei em 386 com tempo de 00:33:09, dois minutos a mais que minha útlima corrida de 6K. Isso se deve à dificuldade do percurso e da minha condição física que não estava das melhores.


Dessa vez o aplicativo registrou minha performance corretamente.


Logo que passei pela linha de chegada já peguei minha medalha, devolvi o chip, ganhei um copo de gatorade e uma salada de frutas.


Fui para a área de concentração. Lá percebi que estava tendo massagem gratuita para os participantes. Entrei numa pequena fila e tive uma massagem de 10 minutos bastante relaxante. Achei que melhorou bastante a minha dor e evitou que eu sentisse dores fortes no domingo. Claro que amanheci com dor, mas bastante suportável. Tomei um dorflex para passar e já estou pronto para a minha próxima corrida que será em benefício ao Centro Boldrini de tratamento de câncer infantil.

Corrida da Lua 2012 - Campinas

A Corrida da Lua é uma corrida tradicional daqui de Campinas mas como só agora comecei a prestar atenção nesses eventos de corrida nunca tinha ouvido falar. Foi minha primeira corrida de 6K e esse um quilômetro a mais fez muita diferença pois no final fiquei bastante cansado.

Fui buscar o kit com a camiseta e o chip no planetário do parque Taquaral junto com a Léo. A gente riu muito, como sempre. A camiseta era de um vermelho muito feio, mas de poliamida que dá bastante conforto durante a corrida.

A corrida foi no Parque Taquaral mas abrangendo também a praça Arautos da Paz de onde foi dada a largada. A largada foi em ondas saindo primeiro os da elite, depois os corredores de 10 K e depois os de 6K, que era o meu caso.

As fotos abaixo mostram a muvuca perto da largada onde os corredores ficavam colocando seus números de peito, seus chips controladores, conversando, se aquecendo e até bolando estratégias.





Faltando alguns minutos entrei na área da largada reservada aos corredores de 6K. O pior de toda corrida, e eu tenho sentido bastante isso, é a falta de amigos pra correrem comigo. Não consigo convencer ninguém a começar a fazer esse esporte tão gostoso e acabo correndo sozinho todas as vezes. O jeito vai ser fazer amizades lá na corrida mesmo ou entrar para uma equipe de treinamento conjunto. O único problema é que moro em São Paulo na maior parte da semana e não tenho como treinar com nenhuma equipe em Campinas que é onde gosto de correr. Bom, preciso pensar numa forma de fazer amigos ou numa estratégia mirabolante para convenver meus amigos a correr.

O percurso das corridas no Taquaral é relativamente fácil. O trajeto é na sua maior parte plano e não oferece muita resistência. Claro que de vez em quando aparecem umas subidas, mas são leves e não comprometem o rendimento.

Pela primeira vez o tênis desamarrou durante uma corrida e parar para amarrá-lo fez cair o meu rendimento. Devo ter perdido uns 30 segundos para amarrá-lo e voltar ao ritmo normal que eu estava fazendo antes da parada.

No início da corrida coloquei o aplicativo do meu smartphone, o Endomondo, para trabalhar. Ele marca a distância percorrida, o tempo, a velocidade média por quilômetro e o pace. Algo deu errado e ele parou de cronometrar quando estava no quilômetro 3,42. Por algum motivo ele deve ter perdido o sinal do GPS, e era só olhar para o céu para ver que ele estava bastante encoberto.



Fiz uma corrida boa, atingi um pace menor que o da minha primeira corrida mas como essa foi minha primeira corrida de 6K não tinha com o quê comparar.

No resultado acabei ficando em 121 com o tempo líquido de 00:31:00.



Na chegada ganhamos frutas, uma toalha umidecida para limpar o suor do rosto e uma medalha muito bonita.



Achei falta de um gatorade pra repor os sais minerais. Fui direto para o bar encontrar alguns amigos e fiquei lá até as 22:30 h. Foi a primeira vez que eu comecei a sentir dor no joelho quando o corpo esfriou. Cheguei em casa quase sem andar de tanta dor e tive uma noite de martírio, nenhuma posição me deixava confortável na cama.

No dia seguinte fui pesquisar na internet e descobri que posso ter "joelho de corredor" ou Síndrome da Banda Ilio-Tibial, uma dor que acomete os lados do joelho.

A dor passou depois de alguns dias, mas eu não cheguei a tomar remédio.


quinta-feira, 15 de março de 2012

Série Delta - Etapa Quênia 2012 - Campinas. E assim comecei a correr.

A idéia de mais um blog veio da vontade de descrever como eu acabei entrando para esse mundo tão divertido e fascinante que é o mundo da corrida de rua.

A minha primeira corrida aconteceu recentemente em Campinas, mais precisamente no dia 27/11/2011 na 3a. Etapa da Série Delta (Etapa Quênia) de corridas de rua.

Não sei dizer como essa idéia surgiu, só me lembro de escutar a Raquelzinha do curso de gastronomia comentar que seus pais participavam de corridas por todo o Brasil e isso acabou me interessando mas de uma forma ainda muito silenciosa e sutil. Fiquei com essa idéia na cabeça até que vi que as inscrições para a Etapa Quênia estavam abertas.

Em agosto do ano passado me inscrevi numa academia de musculação e vi que estava dando resultado, perdi alguns quilos, ganhei músculos, mas percebi que a gordura abdominal mantinha-se intacta ou pouco reduzida. Conversando com pessoas ligadas às corridas, todas me disseram que corridas são ótimas para se perder barriga. Então, mais uma vez, um clique acendeu-se na minha cabeça.

Fiz minha inscrição mas ainda não sabia como as coisas funcionavam, e ainda não sei muito. No dia anterior à corrida fui com a Renata à Loja Decathlon do Shopping Dom Pedro de Campinas retirar o kit de corrida. Logo cedo estávamos na loja e uma pequena fila se formava. Ali já comecei a sentir o burburinho da corrida, uma coisa meio difícil de explicar mas que é contagiante. Ficamos mais ou menos uns 15 minutos esperando para sermos atendidos e pegamos o kit.

Veio a diversão de abrir o kit ali mesmo para saber o que ele continha.

No outro dia, bem cedo, acordei e fui para o Parque Taquaral de Campinas onde iria acontecer a corrida, com a Renata, Vlad e Bart. Como podem ver não houve nenhuma preparação, nenhum treino específico, nenhuma planilha elaborada de treino, enfim, só a vontade de participar da corrida e a única preparação que eu tinha até o momento foram as pequenas caminhadas e tiros que eu fazia na esteira durante os meus treinos de musculação, esses sim firmes desde agosto de 2011.

Logo que cheguei ao local fui observando o que os outros faziam. Sabe quando vamos a um jantar elaborado, cheio de talheres e pratos, em que ficamos observando o que as outras pessoas fazem para fazermos igual e não cometermos gafes? Pois é, a minha primeira corrida foi mais ou menos assim. Como não conhecia o mundo das corridas de rua, nada sabia sobre número de peito e como devia ser pregado à roupa, chip de corrida, tênis adequados para o esporte, aquecimentos e alongamentos antes e pós corrida, enfim, era um peixe fora d'água.



Logo me encaminhei para o local da largada.



O tempo passou muito rapidamente e quando vi a largada tinha sido dada. Saí num pelotão intermediário, seguindo os passos dos outros, tentando não tropeçar em ninguém e também não cair pois no início os passos são bem apertados e há um certo tumulto, principalmente das pessoas que querem fazer bons tempos e saem atropelando.

A corrida foi acontecendo mas logo no primeiro quilômetro já estava cansado (é claro, sem preparação nenhuma). Como não sei ainda dosar a velocidade para não "quebrar" no meio da corrida, acho que acabei exagerando no começo, mas fui me adaptando, diminui um pouco a passada e a velocidade e acabei encontrando um ritmo adequado para a minha condição de corredor novato. A corrida se desenrolou sem muitos problemas e quando eu vi só faltava um quilômetro para a chegada.

Quase na chegada havia uma subida, muito leve, mas que para mim parecia uma escalada vertical, os músculos da panturrilha começaram a arder, e eu diminui o passo. Logo depois vi a entrada para a chegada. Nesse momento fiquei muito feliz por ter escolhido começar com 5 km e não 10 km, pois os corredores de 10 km teriam que fazer outra volta inteira no Taquaral e se eu precisasse correr mais 10 metros depois dos 5 km a que eu me propus acho que morreria ali mesmo. Tenho 42 anos, não fiz nenhum planejamento e nenhum treinamento. Nessa hora o coração já não batia mais no peito, batia nos olhos se é que vc me entende. Sentia cada ml de sangue chegando à cabeça, ao cérebro, enfim, só não vi Jesus poque ainda não era hora (rs).

Cruzei a linha de chegada e não sei descrever a sensação, um misto de alívio com alegria.


Acho que o nível de endorfinas aumentou bastante pois fiquei bastante eufórico depois do final da corrida. Fui para casa e um pouco mais tarde já tinha no meu facebook a minha classificação na corrida, que foi o centésimo nono lugar geral e décimo na minha faixa etária dos 40 aos 44 anos, com o tempo de 26 minutos e 9 segundos e pace médio de 5,21 minutos/km.